sábado, 22 de dezembro de 2007

SOBRE O NATAL ...

A ENCARNAÇÃO

“ A encarnação mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio que exigiu”

Blase Pascal
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DEUS ENTRE NÓS

“Pare por um momento e contemple a perspectiva de Deus. Espírito não limitado pelo tempo e pelo espaço, Deus tomou emprestados objetos materiais de vez em quando — uma sarça ardente, uma coluna de fogo — para se tornar manifesto sobre o planeta Terra. Em cada ocasião, Deus adotou o objeto para transmitir uma mensagem, como um ator usaria uma máscara para atuar. Em Jesus, uma coisa nova aconteceu: Deus tornou-se uma das criaturas do planeta, um acontecimento sem paralelos, nunca visto antes, único no sentido mais completo da palavra. O Deus que completa o Universo implodiu para se tornar um bebê camponês que, como qualquer outro, precisou aprender a andar, a falar e a se vestir. Na Encarnação, o Filho de Deus deliberadamente “colocou-se em situação desvantajosa”, trocando a onisciência por um cérebro que aprendeu o aramaico, fonema por fonema, a onipresença pela instrumentalidade de duas pernas e às vezes de um jumento, a onipotência por braços bastante fortes para serrar madeira,mas fracos demais para se defender. Em vez de cuidar de cem bilhões de galáxias ao mesmo tempo, ele voltou-se para uma rua estreita de Nazaré, um amontoado de rochas no deserto da Judéia e uma rua apinhada de gente em Jerusalém”

Philip Yancey.O Deus invisível.
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PROVA DE AMOR


“O criador do homem tornou-se homem para que ele, o governante das estrelas, pudesse mamar no peito de sua mãe; para que o Pão pudesse ter fome,
a Fonte, sede;
para que a Luz dormisse,
o Caminho ficasse cansado em sua caminhada; para que a Verdade pudesse ser acusada de falso testemunho,
o Mestre fosse açoitado com chicotes,
o Fundamento fosse elevado sobre o lenho,
a Força enfraquecesse,
o Médico fosse ferido;
para que a Vida pudesse morrer”.
(Ap. Garry Wius, Santo Agostinho, trad. Ana Luíza Dantas Borges, Rio de Janeiro, Objetiva, 1999,)