sábado, 26 de janeiro de 2008

Lágrimas Benditas


Lágrimas Benditas - Mt 5:4
Rubem Amorese

Existem muitos tipos de choro, correspondentes às emoções que lhes dão origem. Há o choro do ódio, do inconformismo, do luto, do susto, da birra e tantos outros. Mas há um choro para o qual o consolo é promessa de Deus. Como aprender a chorar esse choro?
Nossa “consciência de consumidor”, em sintonia com o mercado, não sabe chorar esse choro; sabe exigir qualidade, sabe acionar o Procon. Nossos corações urbanos e “midiáticos”, bombardeados diariamente por doses maciças de violência, já não choram diante da tragédia. Nossas almas cidadãs, conduzidas à pusilanimidade por “pais” que nos provocam à ira com suas deslavadas mentiras eleitoreiras e terminam por matar nossos idosos nas filas do INSS, vertem lágrimas amargas e revoltadas. Nossos filhos, quando contrariados, choram como pivetes e sonham sair de casa.
Em todos esses casos, porém, as lágrimas benditas não são vertidas. E o consolo não lhes é garantido. Nem esperado.
Certamente, olhando para o contexto das bem-aventuranças, percebemos que este choro estará nos olhos e no coração do pobre de espírito; aquele que se vê fraco, incompetente, impotente, vulnerável e carente de Deus. Sim, ao mesmo tempo em que estende a mão para suplicar misericórdia, chora, tomado pela emoção do quebrantamento.
Quem há de herdar e povoar o reino dos céus? Certamente, por todo esse contexto, é aquele que não tem, pois há de receber; aquele que depende, pois há de ser ajudado; aquele que é fraco, porque o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza; os destituídos, pois a eles reserva-se graça; e os humildes e humilhados, de todo gênero, pois hão de ser exaltados.
Ora, se estiver correta essa interpretação, então podemos dizer que o choro bem-aventurado surge da aguda constatação da nossa fragilidade pessoal, da vulnerabilidade da nossa vida, da feiúra de nossas máscaras, da indecência da nossa vaidade e do ridículo das nossas “competências”, temporais e espirituais.
Quando digo “aguda constatação”, refiro-me a uma insuportável intensidade dessa percepção. Certamente, só tornada possível pela revelação do Espírito. Normalmente, encontrada em momentos verdadeiros de oração. O véu se retira de nossos olhos e somos “atropelados” pelo que o espelho nos mostra. O que nos resta fazer, diante dessa visão de nós mesmos, é chorar.
Sabe por que os bebês choram muito? Por que não têm recursos. Não sabem sair, por si mesmos, das situações de desconforto ou dor. São vulneráveis e dependentes. Quando crescemos, aprendemos a nos virar sozinhos. E não precisamos mais de ajuda; aprendemos a não nos colocar em situações desesperadoras. E passamos a ter vergonha de chorar, pois as lágrimas passam a denunciar nossa fraqueza. São constrangedora confissão de incompetência.
Mas quando o Espírito nos conduz à consciência da verdade sobre nós mesmos, rendemo-nos; vemos nossas forças reduzirem-se às de um bebê. E choramos. Lágrimas quentes, frágeis, dependentes, suplicantes, crédulas, esperançosas. Lágrimas que pedem misericórdia. Lágrimas libertadoras. Nesse momento sagrado, laços se rompem dentro de nós e percebemos que, por um instante, já não somos escravos das aparências, “auto-estimas” e vaidades que nos aprisionavam. Somos livres para derramar todo o nosso coração em rendição e súplica. Bem-aventurados os que choram assim, pois hão de ser consolados.
Você conhece um personagem bíblico que chorava muito? Lembro-me de um que, apesar de grandes defeitos pessoais, que o levaram a grandes pecados, tinha o coração afinado com o de Deus. Em que poderia consistir tal sintonia? Ao ponto de se dizer que era "um homem segundo o coração de Deus”? Acredito que o segredo de Davi era o dom da contrição. Ele oscilava entre o tomar as rédeas da vida nas mãos (com lamentáveis conseqüências) e entregá-las, inteiramente, a Deus, com grande choro. Veja como ele se confortava com a confiança de que Deus não o abandonaria: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51:17).
Acredito que o consolo prometido por Jesus se destina ao choro da contrição: lágrimas provenientes de nossa falência, que faz buscar misericórdia e perdão, como o ar para os pulmões.
Os que choram assim serão consolados. Porque quem vive de seus próprios recursos espirituais não precisa do vexame e da humilhação da contrição. Mas esse mesmo vive à mingua de Deus. Quem consegue se fazer sozinho não precisa de ajuda. Muito menos de consolo.
Ao homem autônomo, solitário, narcisista, melancólico e resolvido do Século XXI, a voz de Jesus convida assim: Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve
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Mística do Conhecimento

Mística do Conhecimento

“O carismático cristão guarda consciência de si, e portanto também de ser movido pelo Espírito Santo. Percebe, presente nele, uma atividade divina que o supera, esclarece sua inteligência, domina-o, fá-lo exprimir idéias ou palavras alheias aos procedimentos normais de suas faculdades de inteligência e imaginação.”

O Cristão na Teologia de Paulo. L. Cerfaux. p.381

Aforismos - Leonardo Boff

Mais importante que saber é nunca perder a capacidade de aprender.
Se tudo no universo está em gênese, então o paraiso ansiado não está no começo mas no fim.

Somos inteiros mas não prontos. Começamos a nascer e vamos nascendo lentamente até acabar de nascer. É quando então morremos.

Só pode morrer o que é. O possível que ainda não é, permanece para se realizar no além morte.

Não vivemos para morrer. Morremos para ressuscitar.

Se você se sente gente comum, console-se. Deus deve ter amado muito a gente comum para criar um número tão grande, entre eles, eu e você.

Não vá por caminhos já andados. Caso contrário nunca deixará marcas suas no chão.

Se quiser ir longe, vá devagar. Nunca pare nem ande para trás.
Agradeça a Deus por ter tropeçado. Assim evitou uma queda.

Onde não há nenhum medo, não haverá também nenhuma coragem, necessária para viver.
Se quiser esquecer as muitas pedras que impedem o seu caminho, pense nos fundamentos da casa que pode construir com elas.

Na luta entre a pedra e a gota, ganhará sempre a gota não por sua força mas por sua persistência.

Se mantiver firme a perspectiva do fim, não haverá obstáculo que lhe seja insuperável.

O novo somente surge à condição de que algo tenha sido deixado para trás.

Para quem busca, haverá sempre uma Estrela como a de Belém para iluminar o seu caminho.

Um navio está seguro no porto, mas não é para isso que foi construido.

De uma única vela podem se acender milhares de outras sem que sua luz diminua.

Se quiser subir uma longa escada não olhe para ela, apenas para cada degrau.

Para aqueles que querem cantar, haverá sempre uma melodia à disposição no ar.

Só entenderá bem o outro quem se colocar no lugar dele.

Até o relógio parado, duas vezes ao dia está certo.

Seja como a cigarra que para se renovar tem que perder toda sua aparência exterior.

Só se alegrarão com o nascer do sol aqueles que souberam esperar dentro da noite escura.

Ninguém entrará no céu se primeiro não começou a construi-lo aqui na terra.

Todo menino quer ser homem. Todo homem quer ser rei. Todo rei quer ser Deus. Só Deus quis ser menino.

Porque os cristãos anunciaram um Deus sem o mundo, surgiu em consequência um mundo sem Deus.

Humano assim como Jesus, só Deus mesmo.

No começo de tudo não está a solidão do Uno mas a comunhão dos Três: da Origem sem origem, da suprema Palavra e da sagrada União de tudo com tudo. Eles estão tão entrelaçados no amor que se uni-ficam, quer dizer, ficam Um.

sábado, 19 de janeiro de 2008

NÃO SOU FEMINISTA MAS .... RSRSRSRS

Novo Curso de Formação para Homens

OBJETIVO PEDAGÓGICO
Permite aos homens desenvolver a parte do corpo da qual ignoram a existência ( o cérebro ).

SÃO 4 MÓDULOS

Módulo 1: Introdução (Obrigatório)
1. Aprender a viver sem a mamãe (2.000 horas)
2. Minha mulher não é minha mãe (350 horas)
3. Entender que não se classificar para o Mundial não é a MORTE (500 hs)

Módulo 2: Vida a dois
1. Ser pai e não ter ciúmes do filho (50 horas)
2. Deixar de dizer impropérios quando a mulher recebe suas amigas (500 hs)
3. Superar a síndrome do " o controle remoto é meu" (550 horas)
4. Não urinar fora do vaso (1.000 horas - exercícios práticos em vídeo)
5. Entender que os sapatos não vão sozinhos para o armário (800 hs)
6. Como chegar ao cesto de roupa suja (500 horas)
7. Como sobreviver a um resfriado sem agonizar (450 horas)

Módulo 3: Tempo livre
1. Passar uma camisa em menos de duas horas (exercícios práticos)
2. Tomar a cerveja sem arrotar, quando se está à mesa (exercícios práticos)

Módulo 4: Curso de cozinha
1. Nível 1 (principiantes - os eletrodomésticos) ON/OFF = LIGA/DESLIGA
2. Nível 2 (avançado) minha primeira sopa instantânea sem queimar a Panela
3. Exercícios práticos - ferver a água antes de por o macarrão

CURSOS COMPLEMENTARES:

POR RAZÕES DE DIFICULDADE , COMPLEXIDADE E ENTENDIMENTO DOS TEMAS , OS CURSOS TERÃO NO MÁXIMO 3 ALUNOS.

1. A eletricidade e eu: vantagens econômicas de contar com um técnico competente para fazer reparos;
2. Cozinhar e limpar a cozinha não provoca impotência nem homossexualidade (práticas em laboratório);

3. Porque não é crime presentear com flores, embora já tenha se casado com ela;

4. O rolo de papel higiênico: Ele nasce ao lado do vaso sanitário? (biólogos e físicos falarão sobre o tema da geração espontânea)

5. Como baixar a tampa do vaso passo a passo (teleconferência);

6. Porque não é necessário agitar os lençóis depois de emitir gases intestinais (exercícios de reflexão em dupla);

7. Os homens dirigindo, podem SIM, pedir informação sem se perderem ou correr o risco de parecerem impotentes (testemunhos);

8. O detergente: doses, consumo e aplicação. Práticas para evitar acabar com a casa;

9. A lavadora de roupas: esse grande mistério!!

10. Diferenças fundamentais entre o cesto de roupas sujas e o chão (exercícios com musicoterapia);

11. A xícara de café: ela levita, indo da mesa à pia? (exercícios Dirigidos por Mister M);

12. Analisar detidamente as causas anatômicas, fisiológicas e/ou psicológicas que não permitem secar o banheiro depois do banho

AMOLECE MEU CORAÇÃO


Amolece o meu coração,
Molha meus olhos,
Revigora o meu amor,
Aquece a minha oração
Sonda a minha motivação
Escrita em meus olhos
Tu somente és capaz, Senhor,
De amolecer meu coração
Com vinho
Que é o teu sangue
Com óleo
Que é o teu Espírito
Jorge Camargo

À IGREJA BRASILEIRA ...

Como seria uma carta escrita à igreja brasileira pelo maior escritor do Novo Testamento, o apóstolo Paulo? Observando os temas abordados por ele e dirigidos à ainda incipiente Igreja Primitiva, e considerando que muitos problemas enfrentados por aquelas igrejas se perpetraram também em nosso território, podemos imaginar, através de uma paráfrase de seus escritos, o velho apóstolo escrevendo uma epístola de admoestação e exortação em letras bem grandes para nós....

Prefácio e Saudação
Paulo, apóstolo, não da parte de homens, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, a todos os santos e fiéis irmãos em Cristo Jesus, que se encontram em terras brasileiras, graça e paz a vós outros.
Exortações à Igreja
Rogo-vos para que não haja partidos entre vós. Mas vejo que é isso que está ocorrendo, pois uns dizem: eu sou de Malafaia; outros, de Macedo; outros, do Soares. Quem é Malafaia? Quem é Soares?[1] Por acaso Cristo está dividido? Não são neles que devemos postar nossos olhos, mas em Cristo, o único que morreu por nós.
Vejo que ainda sois meninos na fé quando o propósito de cada um é só buscar bênçãos para si, visando os próprios interesses e não o interesse do Corpo. Digo-vos que a maior benção já vos foi concedida na cruz quando fostes resgatados da morte e das trevas. Agora, aprendam a viver contentes e dar graças a Deus por tudo [2] .
Sinais e Prodígios
Assim como os judeus pediam sinais em minha época [3]), há muitos que só pensam em prodígios e maravilhas: fazem correntes e marcam hora para as curas se efetuarem, e eu já havia advertido aos seus irmãos de Tessalônica que tão somente orassem o tempo todo,[4] pois apenas Deus é quem sabe a hora de atender. Eu mesmo deixei Trófimo doente em Mileto,[5] o amado Timóteo foi medicado enquanto esperava o Senhor curar sua gastrite, [6] e Epafrodito adoeceu mortalmente chegando às portas da morte [7]. Por que entre vós seria diferente?
Outras admoestações
Estão fazendo rituais para amarrar demônios e declarar que as cidades do Brasil são do Senhor Jesus. Nunca vistes isso em mim. Pelo contrário, preguei o evangelho em Éfeso, mas a cidade continuou seguindo a deusa Diana. No Areópago de Atenas riram e zombaram de minha pregação, e poucos aceitaram a palavra do evangelho; como eu iria dizer que Atenas era do Senhor Jesus? Em Corinto, a prostituição continuou a dominar a cidade, e em Roma, as orgias e as dissoluções da família até se intensificaram no decorrer dos anos. Dizer que Roma pertencia ao Senhor Jesus seria uma frase que levaria ao engano os poucos irmãos verdadeiramente convertidos.
Na verdade muito me esforcei e fiz de tudo para ver se conseguia salvar a alguns [8]. Nunca ensinei a reivindicar territórios, mas tão somente orava a Deus que me abrisse uma porta para pregar a Palavra [9] .
Cuidado com os falsos apóstolos
Há muitos homens gananciosos aparecendo no meio de vós dizendo que são apóstolos e criando hierarquias para exercer domínio uns sobre os outros, coisa que nunca aceitei. Porque tanta preocupação com títulos? Por que ninguém se contenta em ser chamado simplesmente servo? Pois é isso é o que realmente importa. Saibam que há muitos obreiros fraudulentos transformando-se em apóstolos de Cristo[10].
Já vos advertira que depois da minha partida, entre vós penetrariam lobos vorazes que não poupariam o rebanho de Cristo[11] .
Sobre os dons espirituais
Soube que muitos estão preocupados com os dons. É verdade que eles são importantes, mas o Espírito concede a cada um conforme melhor lhe convém [12]. Tenho percebido que valorizam principalmente os dons sobrenaturais – como falar em línguas, visões, curas e revelações – e esquecem-se que ensinar bem as Escrituras, administrar com zelo as coisas de Deus e promover socorro aos necessitados também são dons espirituais [13] .
Mas o que eu quero mesmo é que estejais buscando para suas vidas o fruto do Espírito. Não adianta ter fé suficiente para curar pessoas, transportar montes e expulsar demônios se ficam devorando uns aos outros, [14] se não têm amor, se provocam rixas e intrigas entre si e dão mau testemunho.
Ofertas ao Senhor
Quanto às ofertas e sacrifícios, já falei por carta: no primeiro dia da semana cada um separe segundo sua prosperidade [15]. Nunca fiz leilão de bênçãos do Senhor, desafiando o povo a ofertar começando com 10 moedas de ouro até chegar ao que tinha um denário. O único sacrifício aceitável por Deus já foi feito na cruz pelo seu Filho Jesus.
Quando Deus me der oportunidade de visitar-vos quero conhecer os que estão se enriquecendo com o Evangelho e enfrentar-lhes face a face. A piedade jamais pode ser fonte de lucro [16] e se continuarem nessa sórdida ganância haverão de sofrer muitas dores [17] .
A busca da verdadeira maturidade
É imprescindível que manejem bem a Bíblia, pois chegou ao meu conhecimento que esta é uma geração tão ignorante da Palavra que estão sendo enganados por lobos vorazes, que trazem enganos e sofismas, e a esses, de boa mente, os tolerais [18]. Lembrem-se que quando preguei em Beréia o povo consultava a Palavra para ver se as coisas eram de fato assim [19]. Porque não fazeis vós o mesmo? Ora, os ardis de satanás vêm sempre disfarçados na pregação de um anjo de luz [20] .
Vejo que entre vós há muitos acréscimos e deturpações daquilo que falei. Admoesto-vos a que não ultrapasseis o que está escrito [21] .
As saudações pessoais
Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, e sim a seu próprio ventre [22]. Em breve vos vereis. Saudai-vos uns ao outros com um beijo no rosto [23].
A bênção
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós [24] .

REFERÊNCIAS
[1] (1Co 3.5)
[2] (Fp 4.11; 1Ts 5.18).
[3] (1Co 1.22
[4] (1Ts 5.17),
[5] (2Tm 4.20),
[6] (1Tm 5.23),
[7] (Fp 2.27-30).
[8] (1Co 9.22).
[9] (Cl 4.3).
[10] (1Co 11.3).
[11] (At 20.29).
[12] (1Co 12.7).
[13] (Rm 12.7-8).
[14] (Gl 5.15),
[15] (1Co 16.2).
[16] (1Tm 6.5),
[17] (1Tm 6.10).
[18] (2Co 11.4).
[19] (At 17.11).
[20] (2Co 11.14).
[21] [1Co 4.6]
[22] (Rm 16.17-18).
[23] [Rm 16.16].
[24] (2Co 13.13).
Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

EM NOME DA JUSTIÇA


Enquanto a violência acabar com o povão da baixada
E quem sabe tudo disser que não sabe de nada
Enquanto os salários morrerem de velho nas filas
E os homens banirem as leis ao invés de cumpri-las
Enquanto a doença tomar o lugar da saúde
E quem prometeu ser do povo mudar de atitude
Enquanto os bilhetes correrem debaixo da mesa
E a honra dos nobres ceder seu lugar à esperteza.
Não tem jeito não.
Só com muito amor a gente muda esse país
Só o amor de Deus pra nossa gente ser feliz
Nós os filhos Seus temos que unir as nossas mãos
Em nome da justiça, por obras de justiça
Quem conhece a Deus não pode ouvir e se calar
Tem que ser profeta e sua bandeira levantar
Transformar o mundo é uma questão de compromisso
É muito mais e tudo isso.

Enquanto o domingo ainda for nosso dia sagrado
E em Nome de Deus se deixar os feridos de lado
Enquanto o pecado ainda for tão somente um pecado
Vivido, sentido, embutido, espremido e pensado
Enquanto se canta e se dança de olhos fechados
Tem gente morrendo de fome por todos os lados
O Deus que se canta nem sempre é o Deus que se vive,não
Pois Deus se revela, se envolve, resolve e revive
Não tem jeito não, não tem jeito não. ( Bis )
João Alexandre

domingo, 13 de janeiro de 2008

sábado, 12 de janeiro de 2008

TRAVESSIA

o bom não é chegar mas o 'estar indo'...

'A coisa não está nem na partida nem na chegada, mas na travessia',

Guimarães Rosa.

MAR DO ESQUECIMENTO


Em ter misericórdia reside seu prazer
Em perdoar pecados a sua vocação
Em lançar mazelas no mar do esquecimento
Mostrando a grandeza da sua compaixão

Breve é a sua ira não dura o seu furor
Tratar-nos com ternura faz parte de seu ser
Para horar seus pactod promessas juramentos
Tem em sua palavra que nunca irá falhar
Jorge Camargo

Quem é semelhante a ti o meu Senhor?
Não ninguém ou nada maior que o teu amor!

A GENTE SE ACOSTUMA




Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a ir à igreja e não ouvir Deus. E, por não ouvirmos Deus, fazemos besteiras a semana inteira, o mês inteiro, o ano inteiro. A gente se acostuma a ir à Escola Bíblica Dominical e não estudar a lição. E, porque não estudamos a lição, também não prestamos atenção. E, porque não prestamos atenção, usamos o tempo para pensar nas coisas que não deu tempo de pensar na semana corrida que passou.
A gente se acostuma a chegar na Igreja e só falar “oi” para as pessoas desconhecidas, e por isso nunca estabelecemos novos relacionamentos e achamos algumas pessoas muito esquisitas.
A gente se acostuma a cantar no coro ou no culto. E, porque a gente se acostuma a cantar, não pensamos mais na letra. E, porque não pensamos mais na letra, cantamos até heresia sem achar ruim. A gente se acostuma a tocar instrumento na igreja. E, porque a gente se acostuma a tocar, ficamos mais preocupados em não errar do que em adorar. E, porque a gente se acostuma a não errar, o brilho de tocar perde a graça, e passamos apenas a mexer num instrumento para que saia o som. A gente se acostuma com o sermão do pastor. E, porque se acostuma com o sermão, não faz diferença prestar atenção ou conversar na hora do culto. A gente se acostuma a ficar irritado quando algum visitante senta em nosso lugar no templo. A gente se acostuma a não compartilhar a fé sem que isto cause qualquer incômodo. A gente se acostuma a comer um pedacinho de pão e tomar um copinho de suco de uva uma vez por mês na igreja, e já nem lembra mais por que precisamos fazer isto sempre. A gente se acostuma a ver umas pessoas serem mergulhadas pelo pastor de vez em quando, numa piscina grande atrás do púlpito, e fica torcendo para que alguém dê alguma gafe para ter histórias engraçadas para contar depois. A gente se acostuma a ouvir fofocas e não exortar o irmão. A gente se acostuma a orar. E, porque a gente se acostuma a orar, nossas orações se tornam repetições. E nossas orações deixam de ser orações.E, porque nossas orações deixam de ser orações, elas deixam de produzir efeito em nossas vidas. E, porque oração e Bíblia já não têm poder sobre nós, nenhum milagre nos acontece, a igreja parece um clube e o sermão parece uma palestra chata. A gente se acostuma a ser crente. E, porque a gente se acostuma a ser crente, fica mais fácil deixar a vida passar. A gente se acostuma a entrar em enrascadas, mas é só chamar o pastor. A gente se acostuma a ser crente, mas Deus não se acostuma com isto. E, porque Deus não se acostuma com o fato de a gente ser crente, é que dá para ter esperança de pedir a ele um avivamento para sair dessa vidinha de costumes. E, porque é possível que Deus mande um avivamento, é que a gente não deve se acostumar com a oração, mas tornar a nossa vida, uma vida de oração. E também não se acostumar com a Bíblia, com a igreja, com os sermões, com os estudos, e com tudo aquilo que vem do céu. Nós temos costumes, e nos acostumamos com eles. Deus tem ações, e quando permitimos a ele agir em nossas vidas, não dá para se acostumar com isto.

Pr. Josué Campanhã

domingo, 6 de janeiro de 2008

MITO DO ETERNO RETORNO ?

Fomos feitos para um lugar que não é aqui... que não é assim...
Enquanto muitos de nós acumulam tesouros nesse mundo...
Tem gente que nem é cristão, e sonha com o que nós deveríamos estar anunciando!
Será graça preveniente?!

Vilarejo
Marisa Monte
Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutos em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor
Para quando você for

sábado, 5 de janeiro de 2008

TRILOGIA DOS PERDIDOS

– As parábolas de Lucas 15



Lá está Jesus, publicanos e pecadores se aproximam para ouvi-Lo, enquanto isso os fariseus e mestres da Lei censuram-no por aceitar a companhia dos pecadores e até comer com eles! È um público bem diversificado esse que ouve a Jesus, de um lado os ladrões publicanos um tipo bem familiar pra nós, eles são desses que “compram e que vendem a moral da nação”, junto deles os ‘pecadores’, por isso pode-se traduzir mulheres de comportamento duvidoso, homens de índole difícil, estrangeiros, e toda a ralé que pudermos imaginar. Do outro lado temos os fariseus, peritos da tradição e religião, e os mestres da lei, honrados rabis reputações acima de qualquer suspeita.
O cenário está armado, dois grupos de pessoas tão antagônicos, público ideal para as histórias que o Mestre está para contar. Três histórias são contadas em tom de pergunta, tratam-se de três parábolas, se fosse Paulo ali e não Jesus, provavelmente haveria um discurso direto, seguido de uma cadência de raciocínio no estilo helênico, mas o mestre opta pelas parábolas, e deixa que a verdade penetre nas mentes dos ouvintes com bastante sutileza através de simples histórias , mas tão eficaz e potente como uma goteira em suas cabeças. A ovelha perdida, A moeda perdida e O filho perdido.
Jesus começa a história em tom de pergunta: Qual de vcs....? não esqueçamos que estão ali dois extremos de moral. As três histórias contam 3 absurdos, na primeira um pastor deixa 99 ovelhas ao léu e sai em busca de uma perdida, a matemática é ilógica, troca-se 99 por 1, na segunda uma mulher, provavelmente a noite o que justifica a necessidade de ascender a candeia, procura atentamente uma única moeda, varre a casa na busca até encontrá-la, ela volta suas atenções para 1 moeda ao invés das outras 9 preciosas dracmas que tem... Jesus inicia as duas primeiras histórias com a pergunta Quem de vcs faria isso? se pudessem responder os ouvintes com certeza diriam: - nenhum de nós! Afinal não é costume de ninguém dar tanto valor à minoria em relação a maioria, se compararmos friamente o que é 1 ovelha perto de 99, ou 1 moeda perto de 9 ?, No final de cada história Jesus diz: pois é ! ... mas no céu é exatamente assim! E se depois dessas duas histórias ainda houvessem dúvidas, O Mestre cumprindo a tradição do rabis arremata com a terceira e última história que vai aniquilar a inicial crítica dos fariseus . Na história do Filho perdido, não um absurdo, mais uma série deles acontecem , para o escândalo da cultura judaica é dado a um filho mais novo mais valor que a um filho mais velho, o filho mais novo esbanja a herança do pai e tem a coragem de voltar, e pior ao voltar o pai lhe dá honras e o recebe descomposto. O filho mais velho ao ver o absurdo diante de seus olhos reclama: Olha! Tenho trabalhado como um escravo e nunca recebi esse tratamento!, mas quem disse que o Pai queria um escravo? o filho mais novo ao retornar já havia dito que queria ser tratado como tal, e o que recebeu foi tratamento de filho, estranho não! Que percepção a do pai! Ele viu claramente quem tinha humildade de servo e deu a este honra de filho, e viu quem fingia ser servo com fins de ser honrado e ambição de mérito e a este não deu o mesmo privilégio. A história do Filho pródigo explica a atitude de Jesus , justifica porque Ele anda com a escória da sociedade, porque comia com pessoas de reputação duvidosa, justifica porque Deus veio a nós, porque correu em nossa direção, como descreve Kierkgaard:
“... Quando se trata de um pecador Deus não fica simplesmente parado , com os braços abertos e dizendo:’Venha cá’,não, Ele fica ali e espera, como o pai do filho pródigo esperou;ou melhor, Ele não fica parado esperando ,sai procurando, como o pastor procurou a ovelha perdida, como a mulher procurou a moeda perdida. Ele vai – não! Ele foi! , infinitamente mais longe que qualquer pastor ou qualquer mulher. Ele seguiu calmamente o longo e infinito caminho de ser Deus para se tornar homem, e desse modo foi procurar os pecadores...”

Parece que como disse Jesus “Os publicanos e as prostitutas estão entrando antes
de vocês ( líderes religiosos) no Reino de Deus. Mt 21.31” . Quem reconhece de fato que não merece é que é tratado como filho.
O que fica mais marcante nas histórias é a atitude do pastor, da mulher e do pai, eles fizeram algo estranho para nós, eles valorizaram o que não tinha valor, fizeram o que nenhum de nós faria. Ainda bem que Deus é diferente!. Para os fariseus e mestres da lei as parábolas devem ter sido decepcionantes, afinal, Deus não é enganado por falsas intenções piedosas, para os publicanos e pecadores as parábolas funcionaram como um conforto, Deus está entre eles para achar o perdido.
A narrativa bíblica não relata a reação dos espectadores, Lucas muda o tom das parábolas para outro cenário no capítulo 16... mas podemos imaginar o que se passava nas mentes dos ouvintes, o mesmo que se passa na nossa quando lemos a trilogia dos perdidos, se somos do tipo que se auto justifica e esconde-se atrás de títulos religiosos, se achamos que merecemos as bênçãos de Deus, ou sua atenção por causa da nossa ‘piedade’, se torcemos o nariz diante dos ‘pecadores’ e os privamos da presença de Jesus, somos como os fariseus e mestres da lei, somos como as 99 ovelhas que não precisam de cuidado e colo, somos como as 9 moedas , ou como o filho mais velho que até trabalha como servo mais com vistas em recompensas, a esses o Evangelho não faz sentido, afinal as Boas Novas são que ‘ há esperança para o perdido!’ se não estamos perdidos o suficiente, não há Boas Novas para nós... porém se somos pecadores, perdidos, arrependidos, há Boas Novas, a de que Deus sai em busca de nós como o pastor da Ovelha, que Ele nos busca com afinco como a mulher à moeda, que Ele corre em nossa direção, e festeja nosso retorno como o Pai do Filho perdido.


Rosilene Gomes Ribeiro

Teus Mandamentos


Luz que irradia e ilumina o olhar a tua lei é perfeita assim!
Faz reviver o coração gosto de festa a brotar em mim!
Sol que passeia no azul desse céu quem poderá se esconder de ti?
Justa medida, peso fiel, doces palavras, favos de mel!

Assim compreendo os Teus mandamentos Senhor!
São meus amigos, meu Sol, minha luz, meu calor,
Pois me protegem do mal, me abrigam no temporal!
Não há maior recompensa do que obedecer Tuas Leis,
O Teu querer, Tua Palavra!

Sejam por isso agradáveis a Ti todas as minhas palavras
E o que me vai no coração encontre em Ti toda aceitação!
Letra: Guilherme Kerr
Música: João Alexandre
Cd 'João Alexandre 20 anos'.

Bela tarde !


Como é bom sentir o sol distante tão perto tocando a pele
Ouvir a chuva... sentir o cheiro... cheiro da terra molhada
Ouvir a água ... sentir o vento mexer com a gente, bagunçar o cabelo...
Como é bom ver o céu ... tão imenso, infindo... tão ilimitado....
Tudo aqui parece conspirar a favor do humano, tudo contribui pra o seu prazer
Como se de propósito Alguém o fizesse...
Isso aqui mais parece uma orquestra bem regida...è um espetáculo aos sentidos...
Ouço a chuva...ouço o vento...sinto o calor... cheiro a terra...
Tudo isso dá água na boca... acende o sorriso nos lábios... e aí brota um suspiro na gente !
È um espetáculo a vida...
Trago comigo aqui bem perto em meu colo um outro espetáculo...
Um Livro... grande amigo... desvenda meus pensamentos...
Eu nessa rede ... eu nessa Terra...
e o Livro em mim...em meu colo, em minhas mãos, em minha mente...
Bela tarde essa!

sábado, 29 de dezembro de 2007

O NOVO ATEU


Hoje, o ateu não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina. O novo ateísmo não precisa negar a fé; apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador"
Sabemos que existem vários tipos de ateus. Existem aqueles que não crêem em Deus por não encontrarem respostas para os grandes dilemas da humanidade como violência, miséria e sofrimento. Não conseguem relacionar um Deus de amor com o sofrimento humano. Outros não crêem porque não encontram uma razão lógica e racional que explique os mistérios da fé, como a criação do mundo, o dilúvio, o nascimento virginal, a ressurreição, céu, inferno, etc. Diante de temas tão complexos que requerem fé num Deus pessoal, Criador e Redentor, muitos não conseguem crer naquilo que lhes parece racionalmente absurdo.
Os dois tipos de ateus já mencionados são inofensivos. Na verdade, são pessoas que buscam respostas, são honestos e não aceitam qualquer argumento barato como justificativa para suas grandes dúvidas. São sinceros e lutam contra uma incredulidade que os consome, uma falta de fé que nunca encontra resposta para os grandes mistérios da vida e de Deus.
No entanto há um outro tipo de ateu, mais dissimulado, que cresce entre nós, que crê em Deus e não apresenta nenhuma dúvida quanto aos mistérios da fé, nem em relação aos grandes temas existenciais. Ele vai à igreja, canta, ora e chega até a contribuir. É religioso e gosta de conversar sobre os temas da religião. Contudo, a relevância de Cristo, sua morte e ressurreição para a vida e a devoção pessoal é praticamente nula. São ateus crédulos. O ateu moderno não é mais somente aquele que não crê, mas aquele para quem Deus não é relevante.
Este é um novo quadro que começa a ser pintado nas igrejas cristãs. Saem de cena os grandes heróis e mártires da fé do passado e entram os apáticos e acomodados cristãos modernos. Aqueles cristãos que entregaram suas vidas à causa do Evangelho, que deixaram-se consumir de paixão e zelo pela Igreja de Cristo, que viveram com integridade e honraram o chamado e a vocação que receberam do Senhor, que sofreram e morreram por causa de sua fé, convicções e amor a Cristo, fazem parte de uma lembrança remota que às vezes chega a nos inspirar.
Os cristãos modernos crêem como os outros creram, mas não se entregam como se entregaram. Partilham das mesmas convicções, recitam o mesmo credo, freqüentam as mesmas igrejas, cantam os mesmos hinos e lêem a mesma Bíblia, mas o efeito é tragicamente diferente. É raro hoje encontrar alguém em cujo coração arde o desejo de ver um amigo, parente, colega de trabalho ou escola convertendo-se a Cristo e sendo salvo da condenação eterna. Os desejos, quando muito, se limitam a visitar uma igreja, buscar uma "bênção", receber uma oração; mas a conversão a Cristo, o discipulado com todas as suas implicações, são coisa que não nos atraem mais.
Os anseios pela volta de Cristo, o desejo de nos encontrarmos com Ele e ver restaurada a justiça e a ordem da criação ficaram para trás. Somente alguns saudosos dos velhos tempos lembram-se ainda dos hinos que enchiam de esperança o coração dos que aguardavam a manifestação do Reino. A preocupação com a moral e a ética, com o bom testemunho, com a vida santa e reta não nos perturba mais - somos modernos, aprendemos a respeitar o espaço dos outros. O cuidado com os irmãos, o zelo para que andem nos caminhos do Senhor, as exortações, repreensões e correções não fazem parte do elenco de nossas preocupações. Afinal, cada um é grande e sabe o que faz.
Enfim, somos ateus modernos, o pior tipo de ateu que já apareceu. Citamos com convicção o Credo Apostólico, mas o que cremos não tem nenhuma relevância com a forma como vivemos. A pessoa de Cristo para muitos é apenas mais uma grife religiosa, não uma pessoa que nos chama para segui-lo. O ateísmo moderno se caracteriza pela irrelevância da fé, das convicções, do significado da igreja e da comunhão dos santos.
A irrelevância de Deus para a vida moderna é intensificada pela cultura tecnocrática. Temos técnicas para tudo: para ter um matrimônio perfeito, criar filhos felizes e obedientes, obter plena satisfação sexual no casamento, passos para uma oração eficaz, como conseguir a plenitude do Espírito Santo e muitos outros "como fazer" que entopem as prateleiras das livrarias e o cardápio dos congressos. A sociedade moderna vem criando os métodos e as técnicas que reduzem nossa necessidade de Deus, a dependência dEle e a relevância da comunhão com Ele. Chamamos uma boa música de adoração, um convívio agradável de comunhão, uma moral sadia de santificação, assiduidade nos programas da igreja de compromisso com o Reino de Deus.
As técnicas não apenas criam atalhos para os caminhos complexos da vida, como procuram inverter os pólos de atenção e dependência. Tornamo-nos mais dependentes de nós do que de Deus, acreditamos mais na eficiência do que na graça, buscamos mais a competência do que a unção, cremos mais na propaganda do que no poder do Evangelho. Tenho ouvido falar de igrejas que são orientadas por profissionais de planejamento estratégico. Estudam o perfil da comunidade, planejam seu desenvolvimento, arquitetam seu crescimento e, de repente, descobrem que funcionam, crescem, são eficientes, e não dependem de Deus para nada do que foi planejado. Com ou sem oração a igreja vai crescer, vai funcionar. Deus tornou-se irrelevante. Tornamo-nos ateus crentes.
A minha preocupação não é simplesmente criticar o mundo religioso abstrato, superficial e impessoal que criamos ou criticar a tecnologia moderna que, sem dúvida, pode e tem nos ajudado. Minha preocupação é com o coração cada vez mais distante, mais abstrato, mais centralizado naquilo que não é Deus, mais dependente das propagandas e estímulos religiosos, mais interessado no consumo espiritual do que numa relação pessoal com Deus.
Como disse, o ateu hoje não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina, não precisa da comunhão dEle para a vida. A sutileza do novo ateísmo é que ele não precisa negar a fé, apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador. Este ateu está muito mais presente entre nós do que imaginamos.
Ricardo Barbosa de Souza

ÓTIMAS LETRAS... ÓTIMA MÚSICA...



Faz escuro mas eu canto...
Faz escuro mais eu canto
Mesmo quando o medo é tanto
Mesmo quando sinto frio... eu canto

Quando a alma está pequena
E o peito um vazio profundo
Penso não valer a pena mas eu canto

Canto mesmo estando triste
Canto porque sei que a dor existe
Canto porque o canto em mim insiste
Mas eu canto...

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Pão e vinho

Da terra brotou o trigo
Do trigo a farinha pro pão
O pão é o nosso alimento
E símbolo de comunhão

Na terra a semente morre
E renasce na videira em flor
Do seu fruto temos a bebida
Que traz nova vida no reino de amor

Pão e vinho sobre a mesa
Sinais do amor de Deus
Símbolos de uma ausência
Que se faz presença na união dos seus

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Inspiração

Não há amor que este revelado a mim
Transcende a razão desconhece o termo fim
Tão puro e sem igual, muito além do usual
Tão eterno, terno, incondicional

Não há amor maior que este revelado a nós
Que acolhe os nossos sonhos nos dando vez e voz
Nos aceita como somos, nos recebe como filhos
E de paz preenche os nossos corações

Cristo Mestre Amigo
Seu abraço é nosso abrigo
Sua vida nossa inspiração
Renova as nossas vidas
Faz brotar em nosso chão
Frutos de esperança paz e comunhão

Roy de Oliveira Duarte

O VENTO


O vento sopra onde quer,
ninguém sabe de onde ele vem
E nem para onde ele vai no seu caminho...
Se vai dar ondas ao mar,
levar a jangada a pescar
Ou se vai fazer trabalhar o moinho...
Assim também viverá
aquele que quiser andar
ao lado de Deus e fazer Sua vontade...
Hoje estará por aqui,
quem sabe amanhã vai partir,
Mas onde estiver é feliz de verdade...
Agradecido em tudo,
sabendo que Deus é Maior
que a vontade dos homens e
todas as forças do mundo...
E seu amor mais claro
que a estrela do céu,
mais doce que um favo de mel
E mais que o abismo do mar,
é profundo...
O vento sopra onde quer,
ninguém sabe de onde ele vem,
e nem para onde ele vai no seu caminho...
Assim também viverá aquele que a Deus se entregar
E nunca, jamais, vai andar tão sozinho...

("O vento" - João Alexandre)

sábado, 22 de dezembro de 2007

FOI ASSIM ...

TUDO É TÃO SINGELO É SUTIL DEMAIS
SILENCIOSA NOITE TÃO CHEIA DE PAZ
COMO PODE O REI NASCER
SEM FESTEJOS PARA O ACOLHER
COMO PODE O REI NASCER
SEM RIQUEZAS PARA RECEBER

FOI ASSIM,
VEIO DEUS AO MUNDO ATROZ
TÃO HUMILDE,
SEU TESOURO SOMOS NÓS
Ana Luíza de Geus

SOBRE O NATAL ...

A ENCARNAÇÃO

“ A encarnação mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio que exigiu”

Blase Pascal
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DEUS ENTRE NÓS

“Pare por um momento e contemple a perspectiva de Deus. Espírito não limitado pelo tempo e pelo espaço, Deus tomou emprestados objetos materiais de vez em quando — uma sarça ardente, uma coluna de fogo — para se tornar manifesto sobre o planeta Terra. Em cada ocasião, Deus adotou o objeto para transmitir uma mensagem, como um ator usaria uma máscara para atuar. Em Jesus, uma coisa nova aconteceu: Deus tornou-se uma das criaturas do planeta, um acontecimento sem paralelos, nunca visto antes, único no sentido mais completo da palavra. O Deus que completa o Universo implodiu para se tornar um bebê camponês que, como qualquer outro, precisou aprender a andar, a falar e a se vestir. Na Encarnação, o Filho de Deus deliberadamente “colocou-se em situação desvantajosa”, trocando a onisciência por um cérebro que aprendeu o aramaico, fonema por fonema, a onipresença pela instrumentalidade de duas pernas e às vezes de um jumento, a onipotência por braços bastante fortes para serrar madeira,mas fracos demais para se defender. Em vez de cuidar de cem bilhões de galáxias ao mesmo tempo, ele voltou-se para uma rua estreita de Nazaré, um amontoado de rochas no deserto da Judéia e uma rua apinhada de gente em Jerusalém”

Philip Yancey.O Deus invisível.
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PROVA DE AMOR


“O criador do homem tornou-se homem para que ele, o governante das estrelas, pudesse mamar no peito de sua mãe; para que o Pão pudesse ter fome,
a Fonte, sede;
para que a Luz dormisse,
o Caminho ficasse cansado em sua caminhada; para que a Verdade pudesse ser acusada de falso testemunho,
o Mestre fosse açoitado com chicotes,
o Fundamento fosse elevado sobre o lenho,
a Força enfraquecesse,
o Médico fosse ferido;
para que a Vida pudesse morrer”.
(Ap. Garry Wius, Santo Agostinho, trad. Ana Luíza Dantas Borges, Rio de Janeiro, Objetiva, 1999,)

domingo, 16 de dezembro de 2007

NATAL - O PLANETA VISITADO

Versão de natal de J. B. Phillips
Um anjo antigo está mostrando a um anjo muito jovem os esplendores do universo. Eles vêem galáxias turbilhonantes e sóis flamejantes, e depois adejam através de distâncias infinitas do espaço até que finalmente entram em certa galáxia de 500 bilhões de estrelas.

Enquanto os dois se aproximam da estrela a que chamamos nosso sol e dos seus planetas circulantes, o anjo mais velho aponta para uma esfera pequena e um tanto insignificante que se movia muito lentamente sobre o seu eixo. Ela parecia tão sem graça quanto uma bola de tênis suja para o pequeno anjo, cuja mente estava cheia do tamanho e da glória de tudo quanto vira.
- Quero que você observe esse planeta em particular – disse o anjo mais velho, apontando com o dedo.
- Bem parece muito pequeno e um tanto sujo – disse o pequeno anjo. – O que há de especial nele?

Para o pequeno anjo... a Terra não parecia tão impressionante. Ele ouvia aturdido e incrédulo enquanto o anjo mais velho lhe dizia que aquele planeta, pequeno e insignificante e não muito limpo, foi o famoso Planeta Visitado.

- Você quer dizer que o nosso grande e glorioso Príncipe (...) desceu em Pessoa para essa bolinha de quinta categoria? Por que Ele fez uma coisa dessas? (...)
O rosto do pequeno anjo enrugou-se de desgosto.
- Você está me dizendo que Ele desceu tão baixo para se tornar uma daquelas criaturas rastejantes e arrepiadoras daquela bola flutuante?
- Sim, e não penso que ele gostaria que você as chamasse de “criaturas rastejantes e arrepiadoras” com esse tom de voz. Pois, por estranho que possa parecer pra nós ele as ama. Ele desceu para visitá-las a fim de torná-las parecidas com Ele
.
O pequeno anjo ficou pasmado. Tal pensamento estava quase além de sua compreensão.

O Jesus que eu nunca conheci. Philip Yancey. p.45,46

sábado, 15 de dezembro de 2007

Crônica do Amor - Arnaldo Jabor

"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem noódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem amenor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você amaeste cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucurapor computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!

Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."

Reputação e caráter

As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora... A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira... A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz... A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.
Arnaldo Jabor

VERDADE !!!!

No íntimo do meu ser tenho prazer na Lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?

Apóstolo Paulo. disponível em: Rm 7.22-24

sábado, 8 de dezembro de 2007

Perguntas retóricas

Estive pensando em algumas coisas ao longo dos últimos anos e, de tão intrigado que fico com algumas delas, decidi colocar minhas indagações na forma de perguntas. Algumas das perguntas ouvi de outros, como a 4, a 5 e a 6, que aprendi com Juan Carlos Ortiz (do livro "O discípulo"), mas a maioria veio de experiência própria. Resolvi utilizar o mesmo estilo de argumentação de Philip Yancey, no seu livro "I was just wondering" ("Perguntas que precisam de respostas", editora Textus). Afinal, como diz o ditado, "perguntar não ofende"...Eu só queria saber:

1. Por que palavras como "paixão", "fogo", "glória", "poder" e "unção" vendem muito mais CDs do que "graça", "misericórdia" e "perdão"?


2. Por que aqueles que mais falam sobre "prosperidade" evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?


3. Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como "ajudar os domésticos na fé" e "não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade"? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?


4. Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra "amarrar o espírito de perseguição", pra "repreender a potestade de Roma", ou coisa semelhante?


5. Por que Atos 2:4 é muito mais citado como modelo do que era a igreja primitiva do que Atos 2:42?


6. Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I João 3:16?


7. Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular, quando a proporção nos salmos é muito menor?


8. Por que todo mundo aceita que Jesus curou e colheu espigas no sábado, aceita também que Deus ordenou que seu povo matasse vários povos rivais, mas se escandaliza absurdamente quando alguém diz que Raabe fez certo ao mentir para preservar duas vidas? O que vale mais, em situação de conflito, que um soldado pagão saiba a verdade ou a vida de dois homens? Será que se Raabe tivesse dito a verdade, teria sido elogiada em Hebreus 11?


9. Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?


10. Por que tanta gente que acredita que a salvação é pela graça, ou seja, não é obtida sendo "bonzinho", paradoxalmente acredita que ela pode ser perdida sendo mau? Pode algo ganho sem mérito ser perdido por demérito?


11. Por que a Igreja é muito mais rigorosa com pecados sexuais como o homossexualismo do que com a gula ou a ganância? Aliás, por que em tantas igrejas a ganância nem é vista como pecado, mas como virtude, disfarçada com o nome de "prosperidade"?


12. Por que tantos evangélicos chamam seus líderes de "apóstolos", mas criticam os católicos por seguirem um líder chamado "papa"?


13. Por que, mesmo o Cristianismo crendo que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?


14. Por que, na maioria dos grupos de louvor no Brasil, não há espaço pra quem toca instrumentos brasileiros como o cavaquinho e o berimbau?


15. Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como diabólicos?


16. Por que alguém como Lair Ribeiro faria mais sucesso como pregador hoje do que, digamos, Francisco de Assis?


17. Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como "rios de unção" e "chuvas de avivamento", ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?


18. Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é "espírito ruim" das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os "espíritos ruins" já foram "amarrados" uma vez, por que todo ano eles precisam ser "amarrados" de novo?


19. Por que uma doutrina como o pré-tribulacionismo, que apregoa que Jesus vai tirar a igreja da reta de qualquer sofrimento ou perseguição, não faz sucesso algum na China, no Irã ou na Indonésia? Aliás, por que ela fazia tanto sucesso na China pré-comunista, e depois declinou por lá?


20. Por que se canta todos os dias "Hoje o meu milagre vai chegar"? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de "hoje"?


21. Por que Jó não cantou "restitui, eu quero de volta o que é meu", nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de "campanha de libertação" quando perdeu tudo?


22. Por que tanta gente acredita que a terra e o universo foram criados há 6 mil anos, interpretando Gênesis 1 literalmente, mas esses mesmos nunca dizem que o sol gira em torno da terra, interpretando literalmente Josué 10, tampouco dizem que a terra é retangular, interpretando literalmente a expressão bíblica "os quatro cantos da terra"?


23. Por que nós nunca vamos ao médico e pedimos, "doutor, dá pra queimar essa enfermidade pra mim por favor"? Por que então se ora pedindo isso pra Deus? Seria correto orar assim pra Deus curar alguém enfermo por causa de queimadura?


24. Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais "atos proféticos"? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?


25. Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?


26. Por que se faz apelo ao fim de uma "pregação" que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?


27. Por que se enfatiza tanto a ordem bíblica para pregar a Palavra e se negligencia tanto as ordens para fazer justiça social e alimentar os famintos? Quantas vezes cada uma delas aparece na Bíblia?


28. Por que Deuteronômio 28:13 ("o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda") é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 ("somos considerados como o lixo do mundo") ninguém gosta de citar?


29. Por que quem pensa diferente de nós é sempre "inflexível", "fariseu" ou "duro de coração" (quando não chamamos de coisa pior)?


Renato Fontes disponível em :http://www.crerepensar.com.br/